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Nesta nossa era pós-digital, onde os dados são super valorizados, ainda encontramos empresas que concentram seus Indicadores apenas em áreas tradicionais como Financeiro, Marketing e Vendas.

Porém, alerto que você pode e deve trabalhar com análise de dados de forma estratégica, inclusive aplicando em questões estruturais.

Análise Relacional

Trago aqui um exemplo do que pode ser feito no RH, na busca de preservar e valorizar os talentos da empresa, a Análise Relacional.

É a ciência das redes sociais humanas. A organização identifica, por exemplo, os seus talentos, os funcionários que são capazes de ajudá-la a atingir seus objetivos e resultados financeiros.

Mesmo falando de comportamento, a base desta abordagem é totalmente numérica e parte de 02 tipos de dados:

[1] Interações entre pessoas em todos os níveis do organograma da empresa e de partes relacionadas.

[2] Atributos dos funcionários, tanto fixos (gênero, etnia, histórico de trabalho, etc.), quanto variáveis (idade, escolaridade, posição na empresa, faltas, bônus, etc.).

Como isso é feito?

Através de “assinaturas” ou trilhas digitais e de padrões pré-estabelecidos de desempenho dos dados coletados (premissas). Podemos apurar estes dados nas redes sociais e e-mails da empresa e prever como serão os comportamentos esperados.

Todas as organizações têm um recurso oculto crucial, onde acontecem as interações entre as pessoas, deixando seus registros, trilhas eletrônicas e o conteúdo da atividade digital cotidiana.

“Sempre que os funcionários enviam e-mails uns aos outros no Outlook, trocam mensagens no Slack, como postagens no Workplace do Facebook, formam equipes no Microsoft Teams ou designam pessoas para projetos no Trello, as plataformas registram as interações.”

O que encontramos?

Abaixo relaciono o exemplo de 06 perguntas que podem ser respondidas a partir da Análise Relacional:

[1] Ideação – quais funcionários terão boas ideias?

Geralmente são os que tem baixa restrição, se relacionam com várias pessoas de vários departamentos, obtendo informações novas que levarão a boas ideias.

[2] Influência – quais funcionários mudarão o comportamento dos outros?

São aquelas pessoas que se relacionam com os mais influentes, os tomadores de decisão.

[3] Eficiência – quais equipes mais eficazes?

Quais os grupos que concluem os prazos dos projetos, que as pessoas funcionam bem juntas e que têm um bom alcance externo?

[4] Inovação – quais equipes inovarão?

São aquelas de “baixa densidade interna”, que se relacionam mais com outras áreas, tendem a terem perspectivas diferentes e debates mais produtivos.

[5] Silos – quais departamentos ou áreas da empresa estão isolados?

Tem empresa que parece que existem empresas dentro da mesma empresa, as pessoas dentro dos departamentos estão profundamente conectadas, mas não se conectam com os outros departamentos.

[6] Vulnerabilidade – quais são os funcionários que a empresa não pode perder?

Quais são aqueles funcionários que se relacionam exclusivamente com o fornecedor estratégico ou que seu principal cliente só quer ser atendido por ele, isso independentemente do posto ou cargo que ocupa?

Note que não basta apenas ter pessoas com boas ideias, você precisa de pessoas que comprem a ideia e a levem até os tomadores de decisão. Não basta ter equipes colaborativas, mas que não inovam. E, principalmente, a empresa não pode ficar refém de grupos fechados e influentes.

Conclusão

Escrevo este artigo com o objetivo de despertar em você a curiosidade em relação às possibilidades de análise, que podem favorecer as escolhas que impactam no resultado, sem achismos, com dados e fatos.

Enquanto a sua empresa não for capaz de apurar estas informações, você deve permanecer atento a variáveis, mesmo que conte apenas com a observação e sua maturidade profissional.

P.S.: Importante, não estou considerando aqui questões legais que envolvem a autorização dos funcionários para uso destes dados.

Fonte: Better People Analytics - Measure Who They Know, Not Just Who They Are, por Paul Leonardi e 
Nashir Contractor, para Harvard Business Review